Moto Dica Pilotagem, motocicletas e afins

14set/110

Pessoas erguem carro em chamas para salvar motociclista.

Posted by Marcelo Delgado

Um motociclista que ficou preso sob um carro no dia 12/09/2011,  foi salvo por pessoas que levantaram o veículo em chamas e o tiraram de debaixo dos destroços.

Segundo relatos o piloto, Brandon Wright foi fechado por uma BMW 530XI que saía de um estacionamento. O motorista do carro alegou não ter visto o motociclista. Ao tentar freiar a motocicleta deslizou e colidiu com o carro.

http://www.youtube.com/watch?v=hAtXDlttNxg

8set/110

Motociclistas poderão ser obrigados a usar mais equipamentos de proteção

Posted by Rafael Sahb

foto: Rui Pinho

O Projeto de Lei 1171/11, do deputado Fernando Ferro (PT de Pernambuco) quer tornar obrigatório o uso de joelheiras, cotoveleiras, botas e coletes de proteção por motociclistas. Segundo o projeto, estes equipamentos passam a ser considerados como acessórios da moto, e deverão ser custeados pelos fabricantes, em caso de motos novas.

No texto do inteiro teor do projeto, é usada uma argumentação parecida com a do Projeto de Lei que defende imposto zero para capacetes, com dados estatísticos mostrando o tamanho do problema de saúde pública que os acidentes com motos representam. É citado, por exemplo, dados de uma pesquisa conduzida pelo Instituto Sangari, que mostra que o número de óbitos decorrentes de acidentes de moto aumentou 754% de 1998 a 2008.

O projeto tramita em caráter conclusivo, o que significa que ele não será votado, como normalmente acontece. Ele será aprovado se passar por 3 comissões e tiver parecer igual em todas. As comissões são: Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para visualizar o inteiro teor do projeto, clique aqui.

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28jun/110

Viseiras Anti-risco

Posted by Rafael Sahb

No topo, para controle, um facho de luz fotografado diretamente. No meio, o mesmo facho de luz fotografado através de uma viseira anti-risco. Embaixo, uma viseira sem tratamento anti-risco, após apenas alguns meses de uso. Note como o facho de luz se dispersa e toma bem mais o campo de visão.

Você sabe o que é uma viseira anti-risco e qual seu real benefício? Neste post discutiremos esta questão que desperta dúvidas em muitos motociclistas.

A visão é muito importante para o motociclista. Diversos fatores podem influir negativamente neste sentido e podem levar a acidentes. Viseiras muito arranhadas são um dos fatores que mais contribuem para a redução da visão do piloto.

Após algum tempo de uso as viseiras comuns começam a dificultar a visão a noite, pois deixam uma espécie de "aura" borrada ao redor das luzes que são avistadas. Um farol de um carro no sentido contrário pode impossibilitar a visão de elementos próximos a ele, como buracos ou até outros veículos. Em casos extremos a viseira pode se tornar inútil até durante o dia. Até realizar a troca, o motociclista pode ser obrigado a andar com a viseira aberta, pratica esta que caracteriza infração de transito e um grande problema de segurança.

Este processo de deterioração da viseira é causado pelos milhares de riscos minúsculos causados pelo atrito do plástico com materiais diversos (tecidos, couros, superfícies rígidas em geral, entre outros). Ao lavar sua viseira com uma esponja macia você já estará causando esses pequenos arranhões. Até mesmo ao passar a mão sobre uma viseira com sujeira os riscos já aparecem.

Este problema praticamente não existe nas viseiras denominadas anti-risco. Elas são feitas de materiais que não são arranhados com facilidade (em geral, policarbonato cobertos com verniz anti-risco). É um exagero dizer que as mesmas não riscam, porém elas só são riscadas por fortes choques ou objetos pontiagudos.

Não são todos os capacetes que oferecem em sua linha a opção de viseiras anti-risco. Se o seu capacete não suporta nenhum modelo anti-risco, é um sinal que ele pode não ser seguro o suficiente em outros aspectos também. Considere trocar de capacete nesse caso, procurando sempre capacetes com selo do INMETRO (mesmo assim terão alguns sem opção de viseiras anti-risco). As viseiras anti-risco possuem preços mais elevados. Porém, mesmo que mais baratas, as viseiras comuns exigem gasto constante com substituições. Portanto a longo prazo o preço da viseira anti-risco sairá mais em conta.anti-risco sairá mais em conta.

Para capacetes estilo off-road, que demandam o uso de óculos, existem linhas dos mesmos que também possuem  com tratamento anti-risco.

O tema viseiras pode ser estendido em vários aspectos, porém nossa intenção neste post é sensibilizar os motociclistas sobre esse aspecto em especial, que é um dos mais importantes (se não o mais) do assunto. Em posts futuros discutiremos mais sobre a proteção para os olhos, falando sobre os diversos tratamentos que a viseira pode receber, como anti-uv ou anti-embaçante.

26fev/110

Suspensões Mono-Amortecidas (monoshock com link ou braço-relé)

Posted by Rafael Sahb

Em A: local onde fica a suspensão em sistemas mono-amortecidos

A suspensão traseira é um item que influencia bastante na manobrabilidade da moto. Nesse aspecto, as do tipo Mono-shock (ou mono-amortecida), se destacam, pois possuem vantagens sobre o modelo de braço oscilante com duplo amortecimento. Porém, apesar das diferenças visuais serem bem perceptíveis, o grande público não sabe o nome destes 2 tipos de suspensão (os mais comuns no mercado brasileiro) nem tem conhecimento das reais vantagens das mono-shock.

Motos Street de 125/150cc, como as Honda CG ou Yamaha YBR  não costumam vir com esse tipo de suspensão (elas vem com o modelo de braço oscilante com duplo amortecimento), deixando as mono-shock para os modelos mais caros (e mais potentes) ou para os modelos trail ou cross, como a Honda Bros 150 e Yamaha XTZ 125, que por serem desta categoria, necessitam deste sistema mais robusto.

Modelo de suspensão de braço osclilante de duplo amortecimento

Modelo de suspensão de braço osclilante de duplo amortecimento

As suspensões mono-shock eliminam o torque entre o garfo traseiro (ou balança) e a suspensão, possibilitando uma manobrabilidade e frenagem mais consistentes. O fato de elas possuírem apenas uma mola, permite uma regulagem de pré-carga mais fácil, pois não é necessário se preocupar em realizar regulagens idênticas em 2 molas distintas.

O modelo mais difundido no Brasil de suspensões mono-shock são as que usam uma peça chamada de link ( ou braço-relé; algumas pessoas se referem a essa peça por jumelo), que une garfo traseiro à suspensão. O emprego desse link possibilita uma rigidez da suspensão mais progressiva, sendo macia no começo e mais dura a medida que vai se chegando ao final do seu curso. Com isso, as irregularidades da estrada são bastante atenuadas, tornando a pilotagem ainda mais confortável e segura. A explicação técnica de porque o link melhora o amortecimento na suspensão mono-amortecida foge do escopo deste post, pois envolve conhecimentos avançados de mecânica.

Em A: parafuso que prende o link ao garfo. Em B: parafuso que prende o link à suspensão

Em A: parafuso que prende o link ao garfo. Em B: parafuso que prende o link à suspensão

A título de comparação, há um modelo de suspensão sem o link que é chamada pelos fabricantes de Active Monocross e compõe os modelos nacionais como a Honda CB300R, Honda Bros e Yamaha XTZ 125.

Uma informação interessante é que a Honda se refere às suspensões mono-amortecidas com link pelo nome de Pro-Link. A Yamaha (a primeira marca a empregar esse tipo de suspensão com uma mola apenas), as chama de Monocross atualmente. Na Kawasaki (a fabricante que introduziu o uso do link), o modelo se chama Uni-Track. Em um post futuro, iremos contar a história das suspensões mono-amortecidas.

Não era nossa intenção esgotar o assunto, muito menos explicar os fundamentos físicos que envolvem a dinâmica das suspensões mono-amortecidas. Esperamos, com esse post, dar uma visão geral sobre este tipo de suspensão, e possibilitar ao leitor mais embasamento na hora de pesar esse fator na compra da sua motocicleta. Em posts futuros, entraremos mais em detalhes das partes técnicas das suspensões.

   

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