Moto Dica Pilotagem, motocicletas e afins

25nov/110

Projeto de lei anti garupa aprovado em São Paulo

Posted by Rafael Sahb

Créditos da imagem: Marcelo Delgado / Rafael Sahb - Motodica

Na última terça-feira, 22 de novembro, um projeto de lei em São Paulo que está causando indignação em muitos motociclistas de todo o país.

O projeto que prevê a proibição da circulação de motocicletas com garupa em dias úteis nos municípios do estado de São Paulo com mais de 1 milhão de habitantes, é de autoria do deputado estadual Jooji Hato (PMDB). Além da proibição dos garupas, o projeto ainda tornará obrigatório ao motociclista o uso de colete e capacete com o número da placa em letras fluorescentes.

A justificativa para o projeto é evitar os assaltos usando motos e diminuir os acidentes. Os sites sobre motociclismo que se pronunciaram sobre essa lei, se mostraram contrários a ela.

Nós do Moto Dica fazemos coro com os motociclistas que discordam desse projeto de lei. É bastante sensato dizer que uma lei como essa não coibirá a violência, apenas gerará gastos para os motociclistas com a compra do colete e adesivo para capacete com a placa. Isso sem dizer a multa (de cerca de 130 reais) que se paga caso seja desrespeitada. Muitos de nós transportam familiares e amigos em suas motos para ir ao trabalho, faculdade, lazer, etc. Tirar esse direito dos cidadãos que pagam impostos e têm o direito de ir e vir para tentar coibir assaltos é um contra-senso.

Vale lembrar que para entrar em vigor, a lei ainda precisa ser sancionada pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

O documento do Projeto de Lei e outros detalhes sobre ele podem ser encontrados neste link do site da Assembléia Legislativa de São Paulo.

Há um abaixo assinado online contra a aprovação da lei, para participar, clique aqui.

25out/110

Piloto pára prova de rally para salvar bezerro

Posted by Rafael Sahb

Um vídeo está correndo a internet mostrando um piloto de rally parando para salvar um bezerro em um canal fluvial na África do Sul. Um show de respeito a vida, e uma demonstração da versatilidade da famosa BMW 800GS. O autor da façanha chama-se Johan Gray, um piloto sul-africano de 46 anos, estava participando de uma prova classificatória para o Amageza 2012.

Passando em alta velocidade ao lado do canal, viu o bezerro se debatendo. No vídeo percebe-se claramente que ele não hesita em diminuir e dar meia volta. Utilizando a moto como ponto de ancoragem, ele desce no canal com a ajuda de uma correia e após algumas tentativas, retira o filhote da água. Interessante notar o ponto em que ele prendeu a correia na moto, dando suporte para segurar seu peso ao descer a alta e íngreme parede do canal.

Ele ainda gastou mais tempo da sua prova, indo atrás do rebanho ao qual pertencia o bezerro, delvolvendo-o são e salvo.

14set/110

Pessoas erguem carro em chamas para salvar motociclista.

Posted by Marcelo Delgado

Um motociclista que ficou preso sob um carro no dia 12/09/2011,  foi salvo por pessoas que levantaram o veículo em chamas e o tiraram de debaixo dos destroços.

Segundo relatos o piloto, Brandon Wright foi fechado por uma BMW 530XI que saía de um estacionamento. O motorista do carro alegou não ter visto o motociclista. Ao tentar freiar a motocicleta deslizou e colidiu com o carro.

http://www.youtube.com/watch?v=hAtXDlttNxg

8set/110

Motociclistas poderão ser obrigados a usar mais equipamentos de proteção

Posted by Rafael Sahb

foto: Rui Pinho

O Projeto de Lei 1171/11, do deputado Fernando Ferro (PT de Pernambuco) quer tornar obrigatório o uso de joelheiras, cotoveleiras, botas e coletes de proteção por motociclistas. Segundo o projeto, estes equipamentos passam a ser considerados como acessórios da moto, e deverão ser custeados pelos fabricantes, em caso de motos novas.

No texto do inteiro teor do projeto, é usada uma argumentação parecida com a do Projeto de Lei que defende imposto zero para capacetes, com dados estatísticos mostrando o tamanho do problema de saúde pública que os acidentes com motos representam. É citado, por exemplo, dados de uma pesquisa conduzida pelo Instituto Sangari, que mostra que o número de óbitos decorrentes de acidentes de moto aumentou 754% de 1998 a 2008.

O projeto tramita em caráter conclusivo, o que significa que ele não será votado, como normalmente acontece. Ele será aprovado se passar por 3 comissões e tiver parecer igual em todas. As comissões são: Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para visualizar o inteiro teor do projeto, clique aqui.

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28jun/110

Viseiras Anti-risco

Posted by Rafael Sahb

No topo, para controle, um facho de luz fotografado diretamente. No meio, o mesmo facho de luz fotografado através de uma viseira anti-risco. Embaixo, uma viseira sem tratamento anti-risco, após apenas alguns meses de uso. Note como o facho de luz se dispersa e toma bem mais o campo de visão.

Você sabe o que é uma viseira anti-risco e qual seu real benefício? Neste post discutiremos esta questão que desperta dúvidas em muitos motociclistas.

A visão é muito importante para o motociclista. Diversos fatores podem influir negativamente neste sentido e podem levar a acidentes. Viseiras muito arranhadas são um dos fatores que mais contribuem para a redução da visão do piloto.

Após algum tempo de uso as viseiras comuns começam a dificultar a visão a noite, pois deixam uma espécie de "aura" borrada ao redor das luzes que são avistadas. Um farol de um carro no sentido contrário pode impossibilitar a visão de elementos próximos a ele, como buracos ou até outros veículos. Em casos extremos a viseira pode se tornar inútil até durante o dia. Até realizar a troca, o motociclista pode ser obrigado a andar com a viseira aberta, pratica esta que caracteriza infração de transito e um grande problema de segurança.

Este processo de deterioração da viseira é causado pelos milhares de riscos minúsculos causados pelo atrito do plástico com materiais diversos (tecidos, couros, superfícies rígidas em geral, entre outros). Ao lavar sua viseira com uma esponja macia você já estará causando esses pequenos arranhões. Até mesmo ao passar a mão sobre uma viseira com sujeira os riscos já aparecem.

Este problema praticamente não existe nas viseiras denominadas anti-risco. Elas são feitas de materiais que não são arranhados com facilidade (em geral, policarbonato cobertos com verniz anti-risco). É um exagero dizer que as mesmas não riscam, porém elas só são riscadas por fortes choques ou objetos pontiagudos.

Não são todos os capacetes que oferecem em sua linha a opção de viseiras anti-risco. Se o seu capacete não suporta nenhum modelo anti-risco, é um sinal que ele pode não ser seguro o suficiente em outros aspectos também. Considere trocar de capacete nesse caso, procurando sempre capacetes com selo do INMETRO (mesmo assim terão alguns sem opção de viseiras anti-risco). As viseiras anti-risco possuem preços mais elevados. Porém, mesmo que mais baratas, as viseiras comuns exigem gasto constante com substituições. Portanto a longo prazo o preço da viseira anti-risco sairá mais em conta.anti-risco sairá mais em conta.

Para capacetes estilo off-road, que demandam o uso de óculos, existem linhas dos mesmos que também possuem  com tratamento anti-risco.

O tema viseiras pode ser estendido em vários aspectos, porém nossa intenção neste post é sensibilizar os motociclistas sobre esse aspecto em especial, que é um dos mais importantes (se não o mais) do assunto. Em posts futuros discutiremos mais sobre a proteção para os olhos, falando sobre os diversos tratamentos que a viseira pode receber, como anti-uv ou anti-embaçante.

2mar/112

Comparando galochas (botas de chuva) e polainas (capas para os pés)

Posted by Rafael Sahb

Quando o assunto é chuva, para os motociclistas que andam no dia a dia, a proteção para não molhar o corpo é quase unânime: a boa e velha capa de chuva, com jaqueta e calça. Apesar de existirem diferentes modelos, todas são basicamente roupas de plástico impermeáveis. No caso dos pés, aí já temos diferentes opções, e é disso que vamos falar hoje.

Polaina com abertura total traseira - note que o solado do calcanhar fica de fora, comportando tênis com amortecimentos

A maioria dos motociclistas leva um par de galochas de borracha junto à capa em dias chuvosos. Além dessas botas de borracha, pode-se usar também as polainas, que são capas para pés. Elas existem em diferentes modelos, como as capas para o corpo, e possuem preços variados (e qualidades também). Existem ainda, como alternativas, as botas para motociclismo esportivo impermeáveis e alguns modelos de botas para trilhas a pé, mas seu preço mais alto as fazem saídas muito incomuns para usá-las no dia a dia.

A vantagem principal da polaina, é que você a usa por cima do seu calçado comum, evitando assim, ter que trocar de calçado. Com isso, torna-se desnecessário também o uso de algum tipo de mochila ou sacola impermeável para acondicionar os calçados, além de diminuir sensivelmente a carga de capa+bota de chuva, tanto em volume quanto em peso. Existem modelos de polainas que são muito fáceis de se vestir, diminuindo bastante o tempo total de colocar toda a capa, muito útil se for necessário vestir na rua, surpreendido por uma chuva.

 

Porém não são só flores. Existem alguns modelos que não cabem certos tipos de tênis (geralmente os com amortecedores ou solas mais altas), então certifique-se que seu calçado irá passar pela boca da polaina, se ela não abrir totalmente (na traseira, como o exemplo da figura). Se ela for desse último tipo, certifique-se que o velcro ou o zíper irão garantir uma impermeabilidade e firmeza razoável.

As solas dessas capas para pés variam bastante também. Levando esse aspecto em conta, duas coisas importantes de se checar: primeiro, se a sola não é escorregadia demais em piso molhado. A segunda, é se a sola não irá te atrapalhar com os comandos de pé da sua moto, principalmente no pedal do câmbio. Em geral, polainas com a sola e tecido costurados virados pra fora (deixando uma rebarba em volta de todo o pé), costumam causar problemas.

Note nessa polaina que a sola forma uma rebarba ao seu redor - essa caracteristica pode atrapalhar a pilotagem

As boas e velhas galochas também não são só negativas. Apesar do volume e peso excessivos, elas são impermeáveis contra poças fundas, possuem sola teoricamente antiderrapante e costumam durar bem mais, aguentando bem os maus tratos de usuários menos cuidadosos por anos.

No quesito preço, as galochas são mais baratas, mas existem modelos de polainas com preços bem parecidos. Desconfie das baratas demais, rasgarão fácil e as costuras não aguentarão muito também.

Para escolher qual opção se adequa mais ao seu perfil, os pontos-chave são peso e volume (polainas vencem nesse aspecto); e impermeabilidade e durabilidade (galochas). Se você usa a moto apenas para deslocamentos para o trabalho, faculdade, etc., a polaina vai ser a solução prática e leve. Se você é moto-fretista (motoboy) e trabalha o dia inteiro de moto, as galochas serão mais vantajosas, pois durarão muito mais e irão aguentar situações adversas, apesar de que nem sempre elas são confortáveis.

Uma versão muito comum de galocha, com solado amarelo que oferece alguma visibilidade extra

Se formos falar em proteção em caso de quedas, ambas não proverão nenhuma vantagem. As galochas, por serem de borracha, podem sair facilmente dos pés em caso de deslizamento pelo asfalto. As polainas são finas demais (como as capas), e praticamente não farão diferença alguma. Na verdade, elas possuem o mesmo problema das capas para o corpo, que muitos desconhecem. Em caso de quedas onde haja deslizamento pelo asfalto, o plástico tanto das polainas quanto das capas 'derrete' e se funde aos ferimentos, agravando a situação do acidentado.

Para finalizar, não use sacolas plásticas nos pés, pois além de escorregadias, podem enroscar nos pedais provocando acidentes.

   

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